
por Svetlana Aleksiévitch
Uma solitária voz humana Não sei do que falar… Da morte ou do amor? Ou é a mesma coisa? Do quê? Estávamos casados havia pouco tempo. Ainda andávamos na rua de mãos dadas, mesmo quando entrávamos nas lojas. Nem imaginava… Vivíamos numa residência da unidade dos bombeiros, onde ele servia. Ali viviam também três famílias jovens, e a cozinha era comunal. Embaixo, no primeiro andar, guardavam os carros, os carros vermelhos do corpo de bombeiros. Eu sempre sabia onde ele estava e o que se passava com ele. Ele me viu: “Feche a persiana e vá se deitar. Apenas as chamas, que iluminavam tudo… O céu inteiro… Chamas altíssimas.
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