
por Dolly Alderton
A origem dos ditos rapazes, de um modo geral, encaixava-se numa de três categorias. A primeira: o a·lhado da mãe de uma das raparigas ou alguma espécie de amigo da família, na periferia da sua vida e com o qual ela tinha crescido. Era normalmente um ano ou dois mais velho do que nós, muito alto e esgalgado, com uma voz profunda. Também nesta categoria estavam os vizinhos estudantes de alguém. A categoria seguinte eram os primos em primeiro ou segundo grau de alguém. Finalmente, e também os mais exóticos, tínhamos os rapazes que alguém tinha conhecido quando estava de férias com a família. Estes eram o Santo Graal, a sério, visto que podiam ser de qualquer lugar, tão distante quanto Bromley ou Maidenhead, mas ali estávamos nós, a falar com eles no MSN Messenger como se estivéssemos na mesma sala. Não demorei a organizar uma agenda destes «perdidos & achados», atribuindo-lhes um rótulo à parte na minha lista de contactos – um simples «RAPAZES».
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