Ética na comunicação
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Ética na comunicação

por Clóvis de Barros Filho

Evidencia-se, para o positivismo, a redução do científico ao empiricamente verificável. Para que as ciências sociais pudessem resolver o que Comte denominava “a crise do mundo moderno”, teriam de oferecer soluções baseadas em resultados tão incontestáveis quanto os das ciências exatas. Essa nova metodologia científica fez crer que todos os repentes advindos da liberdade criativa do homem não tivessem fundamento e fossem irracionais. Surge, assim, com o positivismo, a distinção entre o fato e o juízo de valor, entre o real e a valoração humana do real, entre o acontecimento a ser estudado e a opinião sobre o acontecimento. Essa distinção foi um divisor de águas em outras ciências humanas, como o direito, a sociologia, a história, a ética e, consequentemente, o jornalismo. Deriva daí a distinção entre jornalismo opinativo e informativo. A aplicação do positivismo filosófico à informação foi apontada sobretudo pelos críticos da objetividade. Embora se possa pensar que o jornalismo moderno tenha derivado logicamente dos ditames positivistas, há claros indícios de que a prática do “jornalismo objetivo” tenha antecedido qualquer normatização nesse sentido.

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