Dando nome ao elefante: Cosmovisão como um conceito
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Dando nome ao elefante: Cosmovisão como um conceito

por James W. Sire

O pós-modernismo deu uma guinada sociológica e psicológica para negar, por um lado, a capacidade humana de realmente conhecer a realidade em sua essência e, por outro, afirmar a adequação das comunidades humanas em construir a realidade através de sua linguagem. Uma pessoa pode não ser capaz de conhecer algo, mas pode prosperar com esse conhecimento simplesmente construindo uma linguagem que funcione para a pessoa conseguir o que deseja. Conhecimento pragmático é tudo que se pode ter e tudo de que se precisa. Ao longo dessa história intelectual, usei uma definição básica e simples de cosmovisão que, penso eu, cumpriu seu propósito razoavelmente bem. Em algum lugar, no pano de fundo dessa definição, poderiam ser detectadas sombras de James Orr, Abraham Kuyper e Francis Schaeffer, autores sobre cujo trabalho eu havia me debruçado em anos anteriores. Contudo, em nenhuma das três edições de O Universo ao Lado fiz alusão explícita a trabalhos anteriores sobre cosmovisão nem refleti criticamente sobre o próprio conceito de cosmovisão. Após a publicação da primeira edição de O Universo ao Lado em 1976, surgiram comentários ocasionais em resenhas de livros e entre meus amigos sobre a defin

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