
por Esther Perel
Nos últimos seis anos tenho tido essa conversa — não somente entre as paredes enclausuradas do meu consultório terapêutico, mas em aviões, jantares, congressos, na manicure, com colegas, com os caras que consertam a TV a cabo e, é claro, nas redes sociais. De Pittsburgh a Buenos Aires, Nova Délhi a Paris, venho conduzindo minha própria pesquisa aberta sobre casos extraconjugais na atualidade. No mundo inteiro, as respostas que obtenho quando menciono “infidelidade” vão da condenação amarga à aceitação resignada, da compaixão prudente ao franco entusiasmo. Na Bulgária, um grupo de mulheres considerava o flerte dos maridos lastimável, mas inevitável. Em Paris, o assunto traz frisson imediato à conversa durante um jantar, e percebo quantas pessoas já estiveram dos dois lados da situação. No México, as mulheres se orgulham do crescimento dos casos femininos, pois os consideram uma forma de revolta social contra a cultura chauvinista que sempre criou espaço para que os homens tivessem “duas casas”, la casa grande y la casa chica — uma para a família e outra para a amante. A infidelidade pode ser onipresente, mas a maneira como a interpretamos — como a definimos, sofremos por ela e falamos d
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