
por Margaret Stohl
Natasha olhou para a lua em forma de pirogue. A vista era ainda melhor dali, deitada de costas no topo do armazém. 2 Natasha Armazém nas docas de Odessa, Ucrânia Perto do mar Negro No instante em que Natasha Romanoff ancorou o mosquetão na armação de aço da claraboia aberta, sua mente ficou sobrecarregada. A adrenalina a acelerou, e Natasha entrou no clima, fazendo tudo do jeito como ela fazia qualquer coisa – rápida e firme, sem desculpas, sem arrependimento. Não sentiu nada ao desparafusar os painéis de vidro da claraboia do armazém nem ao deslocá-los silenciosamente da estrutura de metal que os mantinha no lugar. Enquanto ela soltava o mosquetão e lentamente descia de rapel para dentro do armazém, sua mente repassou primeiro os movimentos óbvios de Ivan, depois os movimentos lógicos e, em seguida, os menos lógicos. Era como uma partida rápida de xadrez – que quando acabava, Natasha quase sempre era a vencedora. Seus olhos percorreram o interior do armazém, estudando o ambiente.
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