
por Nichole Greene
Eu me esforço para evitar esses três ao máximo, mas eles dificultam muito, pois sou seu alvo preferido. Eles fazem questão de me lembrar quem eu sou sempre que a oportunidade surge. Picharam “lixo da montanha” no meu armário, furaram os pneus da lata velha que chamo de carro, e, depois de uma noite ridícula em que enchi a cara e ajoelhei para Blake, fizeram as fotos circular pela escola toda no dia seguinte. Fui chamada ao escritório do conselheiro acadêmico e recebi um sermão de que tenho que “me dar ao respeito”. A única coisa que aprendi naquele monólogo é que o patriarcado segue vivo e com saúde em Roaring Forks, Colorado. Conforme a cerimônia é encerrada, eu me pego olhando para Cascade Peak, a montanha onde meus pais morreram. Penso nas gentilezas que ainda ouço com frequência, essas de que estão me vendo lá de cima, que estão orgulhosos. Jogamos nossos capelos para o alto com uma rodada de aplausos e comemorações dos meus colegas animados.
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