
por Xiran Jay Zhao
Uma manada inteira deles, ribombando pelas planícies e levantando uma tempestade negra de poeira noite adentro. Seus corpos circulares, desprovidos de rosto e feitos de metal primordial, cintilavam sob a meia-lua prateada e o céu cravejado de estrelas. Um piloto menos experiente teria que subjugar o próprio medo para travar uma batalha com eles, mas Yang Guang não se abalou. Na base de sua torre de observação, do lado de fora da Grande Muralha, ele chamou sua crisálida, a Raposa de Nove Caudas, à ação. Era tão alta quanto um prédio de sete ou oito andares, com uma superfície verde áspera. Suas garras metálicas esmagavam a terra, fazendo-a tremer. Uma crisálida não era uma máquina de guerra qualquer. Yang Guang não a manobrava a partir de volantes ou alavancas, como faria com uma carruagem elétrica ou um aerobarco.
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