
por Jaime Mendonca
Filho de um abastado comerciante judeu, Kafka cresceu sob as influências de três culturas: a judia, a tcheca e a alemã. Filho de uma típica família judeu classe média, da qual escolheu como ícone seu pai, um comerciante autoritário, cuja figura patriarcal ficou associada, na cabeça do escritor, até o final de sua vida, a de um gigante, ao mesmo tempo fascinante e desprezível. Carta ao Pai, escrito em 1919, é um longo desabafo em que Kafka responsabiliza o pai (que é claro, nunca recebeu a tal carta) por sua incapacidade de viver, casar e amar como os outros. Escolherá a literatura para tentar exorcizar esse fantasma. Em 1914 o escritor tcheco Franz Kafka, em seu livro, "O Processo", narrou a história de um bancário, Joseph K. , que, ao acordar, é preso por policiais sem motivos declarados. O personagem parte para uma busca, durante toda obra, a fim de descobrir o motivo pelo qual estava sendo levado a julgamento. Em vida, lançou A Metamorfose (1915), Carta a meu Pai e Na Colônia Penal, ambos de 1919, mas sem muita repercussão.
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