
por Arthur Conan Doyle
” “Mesmo assim diz que ele não estuda medicina?” “Não. Deus sabe quais são os objetivos de seus estudos. Mas cá estamos, e você terá de formar sua própria impressão a respeito dele. ” Enquanto ele falava, dobramos uma ruela estreita e passamos por uma portinha lateral que dava para uma ala do grande hospital. O terreno me era familiar e não precisei de guia quando subimos a fria escada de pedra e enveredamos pelo comprido corredor com sua perspectiva de paredes caiadas e portas pardacentas. Perto da outra ponta, abria-se uma passagem baixa e arqueada que levava ao laboratório químico. Este era uma câmara de pé-direito muito alto, forrada e apinhada de incontáveis frascos. Mesas largas e baixas espalhavam-se por toda parte, eriçadas de retortas, tubos de ensaio e pequenos bicos de Bunsen, com suas trêmulas chamas azuis.
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