Os Poemas dos Blythes
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Os Poemas dos Blythes

por Lucy Maud Montgomery

Que uma bela safra de figos possas apanhar, Com um cardo ou outro a exibir seu espinho, Pois enfadonha é a colheita que não ostentar Pedra alguma em seu longo caminho. (E vez ou outra, a despeito da razão, Como um tolo possa agir por opção. ) Eu lhe desejo uma sede insaciável Por toda a graça que a terra pode prover, Bétulas brancas de beleza infindável Que a aurora de abril virá florescer. (E que não haja excessivas ofensas a extinguir Quando o Flautista quiser finalmente partir. ) Anne Blythe A VELHA TRILHA QUE COSTEIA A ORLA Venta sob a sombra dos pinheiros druidas do horto E, por entre seus ramos, vejo o contorno arroxeado do porto. Ventos do oeste sopram sobre a pele roxa do mar, E, no horizonte poente, avistam-se os barcos a chegar Cortando a espuma das ondas douradas do pôr do sol, E, ainda mais ao longe, vejo reluzir a luz estrelar do farol. Tudo permanece como costumava ser outrora, Mas algo se perdeu na velha trilha que costeia a orla. as águas seu nome sussurram, Meu coração atento repete as emoções que abundam.

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