
por Freida McFadden
Devolvo o telefone para a mesa de cabeceira, onde ele passou a noite carregando, ao lado do protetor bucal que supostamente me impede de ranger os dentes durante a noite, se eu me lembrasse de colocá-lo antes de dormir. Eu me recuso a deixar que essa ligação me afete. Tenho a tendência de fazer coisas que irritam as pessoas, e, de vez em quando, ameaças de morte são esperadas, mas nunca provaram ser mais do que palavras vazias. Viro a cabeça e olho para meu noivo, que está se remexendo ao meu lado. Enzo pode ter sido acordado pelo toque do celular, mas, graças a Deus, não ouviu o que aquele escroto me disse. Se ele suspeitasse por um instante que alguém está me ameaçando, teria ficado furioso. Teria feito uma tempestade num copo d’água, talvez até sugerisse que fôssemos à polícia (e isso é a última coisa que quero hoje). Como eu disse, certamente foram apenas palavras vazias.
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