
por Deana Barroqueiro
Abraão sentia na curva dos seios, na concavidade macia do ventre, o arrepio da pele de Sarai sob a sua mão, respondendo com um desejo igual ao seu desejo, crescendo dentro dele como o pulsar desordenado de um coração. Beijou-lhe a pele dourada, prendendo entre os lábios os mamilos rosados, até os sentir endurecer e inchar sob a língua e vibrar de anseio como o seu próprio ventre. Quando finalmente se fundiu no corpo da mulher, vergando-a com o seu peso e a sua fúria, Sarai gritou, gemeu e suspirou, libertando sem pejo os sons de prazer que há longos anos sufocava na garganta. Durante muito tempo Abraão guiou a tribo através de terras inóspitas, por vezes desérticas, montando e desmontando as tendas do acampamento, atardando-se um pouco mais nos melhores terrenos para apascentar o gado, sem que El-Chadai lhe mostrasse por qualquer sinal a terra prometida. As promessas do deus tardavam em cumprir-se, as murmurações de descontentamento dos familiares, amigos e servos aumentavam de tom e chegavam-lhe aos ouvidos. Sarai, que andava sempre de mau humor e cansada, continuava estéril e, por fim, também ele começou a deixar-se invadir pelo desânimo e a pensar se o sonho profético não teria si
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