Amor, sexualidade, feminilidade
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Amor, sexualidade, feminilidade

por Sigmund Freud

Mas a figura central nessa trama é a sensual Helena, que no Fausto II consagra a concepção pagã de Eros culminando com a geração de Euphorion (filho de Fausto com Helena), fruto de fugaz existência. Para alcançar Helena, Fausto deve atravessar o reino das Mães. “O ato heroico e mágico de Fausto – ele necessita da intervenção mefistofélica para realizá-lo – é fazer Helena aparecer depois de ter atravessado o ‘inquietante’ reino das Mães” (MANGO, 2013, p. Com efeito, a prática de Freud e sua vida familiar e profissional foram atravessadas de ponta a ponta pela influência e presença de mulheres. Quando, em 1910, a Sociedade Psicanalítica de Viena revia seus estatutos internos, houve oposição de alguns membros à admissão de mulheres. Diga-se de passagem, naquela altura, o acesso de mulheres a carreiras profissionais era, para dizer o mínimo, incipiente, sendo bastante raras mulheres com formação médica. Freud posicionou-se firmemente a favor da admissão de mulheres. Com efeito, Margarete Hilferding foi a primeira representante feminina a fazer parte do círculo, tendo sido eleita em abril de 1910, apesar de alguns votos desfavoráveis.

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