
por Andreas Malm
Essa não é bem a primeira vez que os palestinos passam por esse tipo de coisa, ainda que nunca antes na escala que vemos agora. O roteiro pode ser encontrado no Plano Dalet de 1948, que instruía as forças sionistas na arte de “destruir aldeias (incendiando-as, explodindo-as e plantando minas em seus escombros)”. 8 Durante a Nakba,9 era comum essas forças invadirem vilarejos durante a noite e sistematicamente dinamitarem uma casa após a outra, com as famílias ainda dentro. Uma peculiaridade da experiência palestina é que isso nunca teve um ponto-*nal. O ato original de destruir as casas sobre a cabeça de seus habitantes se repetiu várias e várias vezes: em Al-Majdal em 1950, de onde as pessoas foram deportadas para Gaza; em Gaza, em 2023 e 2024; e, nesse meio-tempo, inúmeras outras vezes. Para citar apenas um exemplo, a descrição de Beirute em 1982, feita por Liyana Badr em A Balcony over the Fakihani [Uma sacada no Fakihani], com palavras que poderiam servir para qualquer um desses casos: Eu vi montes de concreto, pedras, roupas rasgadas espalhadas, vidro quebrado, pequenos pedaços de algodão, fragmentos de metal, edi5ícios destruídos ou impossivelmente inclinados […]. Poeira branc
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