por Stephen Baxter
E, como Jake Sully em sua unidade de conexão psiônica, muita gente não quis despertar do sonho: a “abstinência de Avatar” tornou-se uma síndrome comum. O filme, porém, não se resume a um sonho, a uma fantasia. Há justificativas científicas para boa parte do que aparece na tela. Isso não é surpresa, já que os criadores consultaram especialistas e usaram seus próprios conhecimentos científicos ao realizar o filme. Os designers deram aos Na’vi nada menos que quatro tipos de flechas e sete tipos de arco, dos brinquedos para treino das crianças ao poderoso arco em X com dois suportes cruzados, para uso de longa distância em ataques aéreos. E Jake vai descobrir que os arcos são importantes na cultura Na’vi; depois de completar o ritual de iniciação Iknimaya, um jovem caçador Na’vi tem permissão de fazer um arco a partir de um galho da Árvore Lar, o imponente lar natural do clã Omaticaya. Por trás do que vemos na tela há um universo totalmente consistente, embora imaginário. Não chegamos sequer a ver boa parte de seus detalhes, mas esse embasamento confere credibilidade tanto à proposta do filme quanto a seu valor cultural.
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