A arte da imperfeição
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A arte da imperfeição

por Brené Brown

Os participantes daquela pesquisa conavam em si mesmos e falavam da autenticidade, do amor e da sensação de pertencimento de um modo que era completamente novo para mim. Eu queria examinar mais a fundo essas histórias, por isso peguei papel e caneta e escrevi a primeira palavra que me veio à cabeça: plenitude. Ainda não sabia ao certo o que isso signicava, mas tinha certeza de que aquelas eram pessoas que viviam e amavam de todo o coração. Eu tinha uma porção de perguntas sobre a plenitude. O que essas pessoas valorizavam? Como conseguiam agir com tanta resiliência? Quais eram suas grandes preocupações e de que modo lidavam com elas? Era possível alguém conquistar uma Vida Plena? O que é preciso para cultivar aquilo de que precisamos? O que atrapalha esse processo? Quando comecei a analisar as histórias e a buscar temas recorrentes, identiquei alguns padrões e os separei em duas colunas, que inicialmente chamei de Sim e Não. A coluna do Sim estava repleta de palavras como autoestima, descanso, diversão, conança, fé, intuição, esperança, autenticidade, amor, pertencimento, alegria, gratidão e criatividade. A coluna do Não tinha uma profusão de palavras como perfeição, entorpecim

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