
por G.W.F. Hegel
Precisamente o capítulo sobre o ser aí foi reestruturado completamente na segunda edição. Diferentemente do ser puro, o ser aí está determinado e sua determinidade, tomada como determinidade que é, é qualidade, que, por sua vez, distingue-se em realidade e negação. Na medida em que esta diferença no ser aí está negada e suprassumida, o ser ai é o que é aí, ou seja, o algo como primeira negação da negação. Frente ao algo se afirma um outro, que é ele mesmo algo. Algo e outro são, em primeiro lugar, ambos algo e, em segundo lugar, ambos outros um para o outro. Em terceiro lugar, sua alteridade tem que, portanto, também ser pensada como o outro em relação a si mesmo ou o outro de si mesmo. A partir do outro autorrelacionante, que a partir de si mesmo se volta contra si, resulta, diferentemente do algo simples original, o algo idêntico a si mesmo, que se distingue do seu ser outro. Em relação ao algo assim pensado, seu ser em si se pode distinguir do seu ser para outro, cuja unidade forma a determinação.
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