Autoestima como hábito
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Autoestima como hábito

por Gislene Isquierdo

Eu me recordo a primeira vez que ouvi falar sobre o poder da decisão. Eu estava em um curso nos Estados Unidos, e o treinador disse o seguinte: “São as nossas decisões, e não as nossas condições, que determinam a nossa vida”. E, logo após citar essa frase, ele contou a história de uma amiga: Imagina uma menina negra que nasceu nos Estados Unidos, no ano de 1954 (em plena época na qual o racismo era muito grande)… Imagina que sua mãe tinha apenas 13 anos e seu pai simplesmente a abandonou. Como a mãe dessa garotinha não tinha condições de criá-la, deu a criança para que sua avó a criasse. Qual futuro você imagina que essa menina teria? Um futuro brilhante ou um futuro normal? Um futuro triste e cheio de traumas? A avó que cuidava da garotinha tinha uma vida muito corrida, e nunca percebeu que essa criança, até completar seus 13 anos, já havia sido abusada sexualmente diversas vezes. E pior, abusada sexualmente por seus familiares, pelas pessoas que deveriam cuidar dela, protegê-la e amá-la… Volto a perguntar, qual futuro você imagina que essa menina teria? Um futuro feliz ou triste, cheio de traumas? Essa menina, agora com seus 13 anos, se depara com uma gravidez. E depois de muito

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