Apanhei e não morri
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Apanhei e não morri

por Cristiane Rayes; Rejane Villas Boas Tavares Corrêa

Vou ganhar de novo! Sou ‘café com leite’”. Era tão frequente a mãe se referir a João como “café com leite” por ser o filho mais novo que Pedro passou a ver o irmão João dessa forma e até mesmo a repetir a expressão. Quando os irmãos estavam no grupo de amigos e alguma disputa acontecia, era Pedro que dizia: “Dá chance para ele, é ‘café com leite’”. A expressão era dita com intenção de proteção e não de discriminação. HISTÓRIA 2 Miguel era um garoto de dez anos com uma estatura menor do que a maioria de seus colegas de escola. Por causa disso, algumas crianças o chamavam de “café com leite”. Nas aulas de educação física, Miguel, quando era escolhido para integrar o time, logo algum colega dizia: “Temos um ‘café com leite’ no time, o Miguel não conta, ele é pequeno. ” Miguel era um garoto inteligente e talentoso, e a expressão “café com leite” o afetava profundamente.

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